
Alexandre de Carvalho Borges – Outubro 2011
Há muitos anos atrás, quando o astrônomo e cientista da computação Jacques Vallee ainda estava na ativa na pesquisa dos fenômenos aeroespaciais anômalos, desenvolveu um software que chamou de OVNIBASE. O software tinha o objetivo de descartar toda explicação natural para um determinado avistamento ufológico. A meta era peneirar o imenso ruído de fundo e descartar a possibilidade de o avistamento ter sido, por exemplo, o planeta Vênus, um balão meteorológico, um avião ou uma ave.
Era um software simples, sem nenhum grau de complexidade de ser operado por um usuário leigo. O operador do sistema lançava alguns dados de entrada, como o horário do avistamento – de dia ou à noite – a duração da ocorrência, o número de objetos avistados, entre outros, e o sistema ia guiando o usuário em perguntas a ser respondidas com um sim ou com um não. No final, o sistema expedia um relatório com a possibilidade de o avistamento ser explicado por alguns meios naturais ou se era uma ocorrência que continuava a não ter nenhuma possível explicação ordinária.
Interferência humana no descarte de relatos
Pessoalmente, nunca vi este software em operação e acredito que Vallee nunca o tenha disponibilizado publicamente. Ele também afirma que foi o primeiro pesquisador da área a ter construído o primeiro banco de dados computadorizado sobre avistamentos de UFOs. Hoje, Vallee é um investidor profissional e anda bem afastado da pesquisa do fenômeno ufológico, apesar de permanecer atento ao que acontece na área.
Vallee estimava que cerca de 50% dos relatos ufológicos poderiam ser tratados e analisados por um meio automático, sem interferência humana. E este meio automático de descarte de relatos podia ser realizado com o uso deste software OVNIBASE. Estima-se hoje que cerca de 95% de tudo o que se apresenta como sendo de natureza ufológica pode ser, na verdade, explicado por causas naturais ou mesmo pela pura e desmedida fraude. E o restante dessa fatia, os 5%, restaria ainda sem explicação. Entretanto, não significaria que esses 5% restantes seja imediatamente categorizado como de natureza extraterrestre. Essa porcentagem restante indicaria apenas que estes relatos e dados ainda não puderam ser explicados por meios naturais.
Software obsoleto
O OVNIBASE não teve prosseguimento no seu desenvolvimento e hoje ele seria somente um software obsoleto. Seu princípio teórico continua atual, mas a complexidade e grande número de variáveis a ser tratadas em um caso ufológico são bem maiores. É verdade que a Ufologia não mudou muito, mas diríamos que o software OVNIBASE teria quer sofrer um upgrade para continuar efetivo atualmente.
O que o UFOMiner irá realizar
O software UFOMiner pretende tratar, em suas futuras versões, essa questão da identificação automática da natureza de um relato. Ao ser inserido um relato na base de dados do sistema, o software UFOMiner pretende tratar a possibilidade dessa ocorrência ser algo plenamente natural, como uma ave, um avião, uma ilusão de ótica, etc. Atualmente, o software UFOMiner consta com mais de 50 IFOs cadastrados na base de dados, ou seja, tudo aquilo que é confundido pela visão humana e pelas aparelhagens como algo sobrenatural. É claro, como estimou o Vallee, não é possível tratar todos os casos por meio de uma identificação automática via software. O julgamento humano ainda não saiu de cena, principalmente em ocorrências que foram obtidas fotografias ou filmes.





